A ABIMAD segue cumprindo seu papel como um dos principais termômetros de novidades em design de mobiliário no Brasil. Em sua 41ª edição, a feira apresentou um recorte de como o setor tem respondido às transformações do morar contemporâneo, equilibrando estética, conforto e novas sensibilidades materiais.Ao circular pelos estandes da ABIMAD’41, fica evidente um movimento em direção a peças mais expressivas, táteis e autorais. O mobiliário deixa de ser apenas funcional para assumir protagonismo visual, criando ambientes que comunicam identidade, acolhimento e uma relação mais próxima com o corpo e a natureza. A seguir, reunimos oito tendências que se apresentam como destaques para 2026, ilustradas por projetos recentes da CASACOR.Formatos orgânicos em tapetes, sofás e poltronasAs linhas retas e rígidas perdem espaço para curvas suaves e contornos assimétricos. Na ABIMAD’41, tapetes com desenhos orgânicos, sofás e poltronas de formas arredondadas aparecem com força, reforçando uma estética fluida e menos geométrica.Esses formatos ajudam a criar ambientes mais convidativos, além de favorecer a circulação e a sensação de conforto visual. A tendência dialoga com a busca por interiores mais sensoriais.Palha e palhinha em móveis e lumináriasMateriais naturais seguem em evidência, com destaque especial para a palha e a palhinha. Na ABIMAD, esses elementos apareceram não apenas em móveis, mas também em luminárias, criando jogos interessantes de luz e sombra.Além do apelo estético, o uso da palha reforça uma valorização do fazer artesanal e da textura como elemento central do design. São peças que aquecem o ambiente e trazem leveza visual, mesmo quando usadas em maior quantidade.Cadeiras que abraçam o corpoO conforto foi uma palavra-chave recorrente na ABIMAD’41, especialmente no desenho das cadeiras. Encostos arredondados, braços integrados e proporções mais generosas criam peças que parecem envolver o corpo, convidando à permanência.Essa tendência reflete uma mudança na relação com o mobiliário, que passa a considerar mais atentamente a ergonomia e o uso prolongado, sem abrir mão de uma estética sofisticada.Sofás com texturas aconchegantesOs sofás deixaram de ser apenas neutros para ganhar protagonismo por meio da textura. Tecidos como bouclé, tramas mais encorpadas e superfícies táteis apareceram com força nos estandes da feira.A textura passa a ser tão importante quanto a cor ou a forma, adicionando profundidade e interesse visual aos ambientes. Mesmo em paletas neutras, esses sofás se destacam pela materialidade.Atenção especial aos pés das mesasUm detalhe que chamou atenção na ABIMAD’41 foi o cuidado com os pés das mesas. Em vez de estruturas discretas, eles assumem papel escultórico, com formatos inusitados, volumes marcantes e soluções construtivas evidentes.Essa abordagem transforma mesas de jantar em esculturas artísticas, capazes de definir o tom do ambiente. O foco no detalhe construtivo reforça o caráter autoral do mobiliário.Tapetes como protagonistasSe antes os tapetes atuavam como base neutra, agora eles assumem protagonismo. Na ABIMAD, tapetes coloridos, com desenhos expressivos e contrastes bem definidos, apareceram como ponto focal dos ambientes.Essa tendência permite introduzir cor de forma menos definitiva do que em paredes ou grandes móveis, criando composições mais dinâmicas e facilmente adaptáveis ao longo do tempo.Mesinhas de apoio fora do óbvioAs mesinhas de apoio ganharam novas leituras na ABIMAD’41. Formatos assimétricos, combinações de materiais e proporções inesperadas transformam essas peças em elementos decorativos por si só.Além da função prática, elas passam a atuar como pontos de interesse no espaço, reforçando a ideia de que mesmo móveis secundários podem carregar identidade e design.Arte inspirada na naturezaA presença da natureza também se manifestou por meio da arte. Quadros e objetos com desenhos de plantas, folhas e animais surgiram como complemento à decoração, reforçando uma estética mais orgânica e sensível.Essa tendência dialoga com o desejo de reconexão com o natural, criando interiores que evocam calma, memória e pertencimento, sem recorrer a representações literais.