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Arthur do Val anuncia renúncia ao mandato de deputado

Decisão ocorre logo após processo de cassação na Alesp por falas sexistas contra ucranianas

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
20 abr 2022, 13h43 • Atualizado em 20 abr 2022, 14h53
A foto mostra Arthur do Val sentado em frente a pilha de supostos coquetéis molotov
Arthur do Val: Conselho de Ética termina tramitação de processo contra o deputado. (Reprodução/Instagram/Veja SP)
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  • O deputado estadual Arthur do Val (União Brasil), mais conhecido como Mamãe Falei, decidiu renunciar ao mandato em anúncio feito nesta quarta-feira (20).

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    A informação inicialmente foi divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmada pela Vejinha.

    “Vou renunciar ao meu mandato em respeito aos 500 mil paulistas que votaram em mim, para que não vejam seus votos sendo subjugados pela Assembleia. Mas não pensem que desisti, continuarei lutando pelos meus direitos”, afirma a nota enviada por sua assessoria de imprensa.

    A data exata em que isso ocorrerá não foi informada.

    Uma das falas sexistas de Arthur do Val foram a de que mulheres ucranianas eram “fáceis porque são pobres”. Essas e outras declarações lhe renderam um processo Conselho de Ética da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), que já havia aprovado a perda de mandato do deputado.

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    A decisão agora cabe ao plenário, quando os 94 parlamentares irão confirmar ou não se ele será punido e se ele perderá os direitos políticos, o que pode torná-lo inelegível por oito anos.

    Ainda segundo a nota do parlamentar, Arthur do Val diz estar sendo vítima de um “processo injusto e arbitrário dentro da Alesp”. “O amplo direito a defesa foi ignorado pelos deputados, que promovem uma perseguição política”, diz.

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    “Sem o mandato, os deputados agora serão obrigados a discutir apenas os meus direitos políticos e vai ficar claro que eles querem na verdade é me tirar das próximas eleições”, diz outro trecho do comunicado.

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    MPF

    A decisão ocorre um dia após o anúncio de que, além do processo de cassação na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), ele é alvo de dois inquéritos abertos pelo MPF (Ministério Público Federal) que investigam se ele ajudou a produzir coquetéis molotov na Ucrânia.

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