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Tornados, como o que atingiu o Paraná, poderão se tornar mais frequentes

Essas colunas de ar que giram em altíssima velocidade, formadas a partir de nuvens de tempestade, têm grande poder destrutivo

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
9 nov 2025, 16h07 • Atualizado em 10 nov 2025, 10h17
Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná
Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná (Priscila Ribeiro/Agência Brasil/Divulgação)
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  • A mudança climática aumenta a possibilidade de acontecerem tornados, como o que destruiu 90% da cidade paranaense de Rio Bonito do Iguaçu, dizem especialistas.

    O tornado que atingiu parte do Paraná na noite de sábado (8), com vetos de até 250 quilômetros por hora, deixou ao menos seis mortos.

    A oceanógrafa Renata Nagai, pesquisadora da Universidade de São Paulo, apoiada pelo Instituto Serrapilheira, explica que tornados, como o que atingiu o Paraná, não acontecem apenas por causa das mudanças climáticas, mas o desequilíbrio do clima pode contribuir para que eles sejam mais frequentes e intensos.

    “As mudanças climáticas estão associadas a um aporte de combustíveis fósseis e de gases de efeito estufa na atmosfera e isso aumenta a energia, causando o aquecimento da atmosfera e também dos oceanos. Esse aumento do calor provoca também o aumento da umidade, pela evaporação. Mais calor e mais umidade servem quase como um combustível para esses eventos meteorológicos extremos”

    A especialista explica que tornados são colunas de ar que giram em altíssima velocidade, formadas a partir de nuvens de tempestades. Apesar de serem rápidos e de pequena extensão, podem ter grande poder destrutivo, ao tocarem o solo. O fenômeno é favorecido pela alta umidade e pelo ar quente.

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    O professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Michel Mahiques afirma que esse tipo de fenômeno pode se tornar mais comum.

    “Tornados, como o que aconteceu no Paraná, ocorrem por conta de grandes diferenças de pressão, causadas por massas de ar com propriedades muito diferentes, como a temperatura. Agora, com as mudanças climáticas, essas diferenças se intensificam, e a possibilidade de ocorrer eventos extremos como esse aumenta”.

    (Com informações da Agência Brasil)

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