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Mágio lança chocolates que homenageiam povos indígenas e Sebastião Salgado

Nova coleção da marca paraense usa cacau amazônico e traz fotografias do artista

Por Larissa Zapata
24 dez 2025, 08h00 •
Caixa preta com bombons e escrita
Coleção da Mágio Chocolates: quatro caixas com bombons recheados (Diogo Yanata/Divulgação)
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  • Uma parceria que é também uma homenagem. A Mágio Chocolates, empresa paraense criada em 2014 (antes chamada De Mendes Chocolates) e que abriu a primeira loja na capital paulista em junho, apresentou no último dia 16 uma linha limitada que celebra, além do cacau, os povos originários e a fotografia.

    Inspirada nas comunidades indígenas Yanomami e Ye’kwana, a coleção, à venda a partir de fevereiro, foi desenvolvida com a colaboração do fotógrafo Sebastião Salgado, que morreu em maio deste ano aos 81 anos.

    Bombons em caixa preta e fotos atrás
    Coleção especial da Mágio: bombons e fotos de Sebastião Salgado (Diogo Yanata/Divulgação)

    O projeto para criar essa edição especial foi apresentado ao fotojornalista em março, em Paris, e a resposta foi imediata ao convite de Stefano Arnhold, fundador do Instituto BKK, associação civil sem fins lucrativos da CBKK, empresa aceleradora que viabiliza negócios emergentes de impacto socioambiental e investidora da marca de chocolates. “Em quinze segundos ele entendeu do que se tratava e concordou em doar os direitos de seis fotos”, contou Arnhold durante o pré-lançamento do produto na Galeria Lume, no Jardim Europa.

    Financiada pela Mágio Chocolates com o apoio do Instituto BKK, a edição limitada tem como proposta dar visibilidade a uma cadeia produtiva que costuma passar despercebida ao consumidor final, assim como ao cacau e aos povos que o cultivam, em uma conexão cultural. O resultado é a coleção de quatro caixas que reúnem as fotografias de Salgado em formato de pôsteres (tamanhos A4 e A5) ou de postal (A6) e os chocolates produzidos com cacau cultivado pelos povos retratados nas imagens.

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    Bombons em cima de prato e foto atrás
    Coleção limitada: bombons com recheios variados (Diogo Yanata/Divulgação)

    “Queremos que cada caixa seja um convite para valorizar a floresta e a cultura nativa da Amazônia, além de reconhecer que a preservação ambiental é prerrogativa de preservar a nós mesmos, seres humanos”, explicou Renan Tanzillo, diretor de marketing da Mágio.

    Julio Ye’kwana, presidente da Associação Wanasseduume Ye’kwana, reforçou a importância de projetos como esse para as comunidades. “Temos história com o cacau. Até como remédio nós usamos. Através da fotografia de Salgado e de outros fotógrafos é que mostramos a realidade das florestas e dos povos indígenas”, disse.

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    Pessoas olhando para foto, em preto e branco
    Foto de Sebastião Salgado: retrato da comunidade de Piaú, na Terra Indígena Yanomami (Sebastião Salgado/Divulgação)

    Cada bombom, que pode ter recheios como cupuaçu, nibs de cacau e cumaru ou taperebá, fruta também conhecida como cajá, foi pensado pelo sabor e também pelo significado. Os formatos remetem a elementos da natureza, como folhas e o próprio fruto cacau, e reforçam a conexão simbólica entre o chocolate e o território de origem de sua matéria-prima.

    Ao todo, serão utilizados 200 quilos de amêndoa de cacau vindos da Amazônia para a produção. Os produtos chegam à loja física da Mágio Chocolates, na Vila Nova Conceição, em 2026, a preços que variam entre 499 reais (250 gramas com um pôster A4) e 1 290 reais (700 gramas com seis postais).

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    Prato redondo com foto no meio
    Mágio Chocolates cria coleção especial: caixa com imagens do fotógrafo Sebastião Salgado (Diogo Yanata/Divulgação)

    A identidade visual do projeto foi desenvolvida por Nina Adjiman, diretora de criação da Mágio, e sua equipe. “Eu sabia desde o começo que a embalagem tinha que ser preta. Porque, quando a gente olha para o trabalho do Salgado, percebe o uso da sombra, do preto, das formas. Eu me inspirei nisso para contar essa história nas caixas”, afirmou a designer.

    Fotos em preto e branco em cima de prato escuro
    Coleção da Mágio: celebra o fruto produzido por povos indígenas e o legado de Sebastião Salgado (Diogo Yanata/Divulgação)
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    Publicado em VEJA São Paulo de 24 de dezembro de 2025, edição nº 2976.

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