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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘Eddington’ arranha superfície da loucura de Ari Aster e do caos pandêmico

Personagens secundários, de Emma Stone e Austin Butler, se destacam em filme 'com cheiro de álcool em gel' sobre divergência acerca do uso de máscara

Por Mattheus Goto
13 nov 2025, 12h55
Louise, esposa do xerife: desempenho bárbaro de Emma
Louise, esposa do xerife: desempenho bárbaro de Emma (Universal Pictures/Divulgação)
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A pandemia deixou marcas no cinema, não só porque as produções tiveram que dar uma pausa, mas no próprio tema das obras. O novo projeto de Ari Aster é o puro suco desse período — dá nos nervos só de pensar.

Como já andaram falando nas redes sociais, “basta assistir para sentir o cheiro de álcool em gel”.

Eddington se passa em maio de 2020, em uma pequena cidade do Novo México abalada pela Covid-19. O xerife Joe Cross (Joaquin Phoenix), típico conservador negacionista norte-americano, entra em um embate com o prefeito Ted Garcia (Pedro Pascal) pelo simples fato da obrigação de usar máscara.

Espécie de policial caipira, ele argumenta que não consegue seguir a regra porque tem asma e a imposição, a seu ver, fere a vontade individual, o que levaria a um racha na comunidade.

Então, decide em um ato impulsivo lançar-se como candidato a prefeito. Porém, a ação desestabiliza seu casamento com Louise (Emma Stone), que está com a saúde debilitada e recorre à orientação do líder de um culto radical, o esquisito Vernon Jefferson Peak (Austin Butler).

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Butler na pele de Vernon: performance de destaque na carreira
Butler na pele de Vernon: performance de destaque na carreira (Universal Pictures/Divulgação)

A disputa política vira uma baixaria, com atitudes e estratégias cada vez mais ridículas na busca pela vitória. Com boa fotografia e design de produção, o diretor cativa ao construir, com sucesso, um faroeste genuinamente contemporâneo.

No entanto, ainda falta aquele show de absurdos de Hereditário (2018) e Midsommar (2019), outras duas produções dirigidas por Aster.

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O diretor só arranha a superfície do oceano de loucura em que os protagonistas poderiam cair — e que todos nós vivemos para saber como foi. Mais interessantes são os papéis enigmáticos e performances excêntricas de Emma Stone e Austin Butler — no caso dele, um desempenho de destaque na carreira.

Publicado em VEJA São Paulo de 13 de novembro de 2025, edição nº 2970

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