— Isso aqui está parecendo uma filial do inferno. De um homem de cerca de 60 anos, na plateia, rodeado por cabeludos vestidos de preto— Kisser, seu gato! Homem de uns 35 anos, gritando para Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, que abriu a noite— A maquiagem dos metaleiros vai borrar toda. Rapaz de 20 anos, quando começou a chover + Confira o que andam falando em outros lugares de São Paulo — Fecha a boca! Homem de cerca de 40 anos, para seu amigo que estava de queixo caído enquanto o guitarrista tocava um solo— Chiiicleeeteee! Oba, oba! Rapaz na pista vip, que comparava as tranças do baterista às do vocalista da banda de axé Chiclete com Banana— Para com isso! Mulher para o marido de cerca de 45 anos, que curtia a música balançando a cabeça e o corpo freneticamente— Você vai comprar cerveja para mim e volta só com metade do copo? De um jovem na pista reclamando para o amigo— O Ozzy agora mudou de nome? Garota de cerca de 25 anos, sobre a placa da Companhia de Engenharia de Tráfego na qual se lia “‘Ozzi’ Osbourne”— Claro que isso é música! Rapaz para a namorada— Metaaaaaaaaal! A palavra mais ouvida durante a noite, sempre seguida do sinal do heavy metal, com os dedos indicador e mínimo levantados— Ainda lembro do Rock in Rio, quando eu vi o Ozzy com lama até os joelhos. Ele entrou no palco em um trono suspenso. Fã cinquentão, sobrevivente do show de 1985