Avatar do usuário logado
Usuário

Prefeitura retira estacionamento de bicicletas de projeto social

Paraciclos do Pedal Social eram utilizados por trabalhadores do Cambuci

Por Juliana Deodoro 9 Maio 2013, 19h22 | Atualizado em 5 dez 2016, 16h02

Cinco paraciclos que serviam de estacionamento para dez bicicletas do projeto Pedal Social, no Cambuci, na Zona Sul, foram retirados pela Prefeitura nesta quinta-feira (9). As estruturas metálicas haviam sido instaladas há pouco mais de um mês. Elas eram usadas por moradores do local que não têm condições financeiras para utilizar o transporte público.

+ Confira a avaliação da integração entre bicicleta e metrô

Jeff Anderson, diretor executivo do Instituto Brasis, responsável pelo Pedal Social em parceria com o Instituto Mobilidade Verde, conta que os paraciclos atendiam especialmente aos moradores dos sete cortiços que ficam na Rua Silveira Campos. “É uma rua sem saída, sem fluxo de carros e os paraciclos não estavam na frente da casa de ninguém.” 

O Pedal Social foi criado em novembro de 2012 para atender a um público bem específico de trabalhadores. Ele é voltado para pessoas que não receberam ainda o valor para o transporte público no primeiro mês de trabalho ou para aqueles que têm o salário comprometido com o valor do transporte. 

Continua após a publicidade

Anderson conta que o projeto foi convidado para participar da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em outubro. Além disso, a intenção era transformá-lo em passeio ciclístico pelo bairro nos fins de semana.

+ Veja o teste do aluguel de bicicleta na cidade

A Prefeitura afirmou, por meio de nota, que as estruturas foram instaladas em via pública sem prévia autorização e, por isso, agentes estiveram no local e retiraram os objetos. 

Continua após a publicidade

A administração lembra que o projeto piloto de integração do Bilhete Único com a rede de bicicletas do Bike Sampa está sendo testado nas estações Parque Trianon, Shopping Eldorado e Shopping Santa Cruz.

Segundo Anderson, a intenção do Pedal Social é, de fato, não ser institucionalizado. “Não pedimos autorização por acreditarmos que a politica deve ser feita de baixo para cima. Caberia ao poder público identificar e reconhecer a necessidade e o serviço que está sendo prestado.”

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Círculo dos Antiquários: Luiz Louro, Christian Heymès, Paulo Kfouri, Silvia Souza Aranha e Ruth GriecoNathalia Paulino, CEO Maison Aura
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês