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Universidades: o céu e o inferno de viver ao lado delas

Conheça as razões que levam alguns paulistanos a adorar morar perto de faculdades - e os transtornos que podem fazer da experiência um tormento

Por Daniel Salles e Giovana Romani 5 mar 2011, 00h50 | Atualizado em 5 dez 2016, 10h18

Já virou uma tradição: todo início de ano, estudantes recém-admitidos nas 151 universidades e faculdades de São Paulo invadem as ruas da capital. Jovens com cabelos raspados e garotas com o rosto besuntado de tinta se embrenham entre os carros nos semáforos para pedir dinheiro — o objetivo, quase sempre, é angariar fundos para encontros etílicos — e promovem intermináveis festas dentro dos campus. Nas demais épocas do ano, o clima de folia se transfere para os bares próximos às faculdades.

A animação da juventude contagia parte da vizinhança, que também usufrui a infraestrutura oferecida pelas instituições de ensino. Nem todo mundo, porém, vê com bons olhos a proximidade dos mais de 570.000 universitários da cidade. Afinal, quem mora ao lado de onde eles estudam corre o risco de ser obrigado a conviver com trânsito caótico, calçadas tomadas por camelôs e achaques de flanelinhas. Nada comparado ao crime ocorrido ao lado da sede da Fundação Getulio Vargas (FGV), na Avenida 9 de Julho, na Bela Vista.

Enquanto tomavam cerveja num bar próximo, no dia 23, dois alunos, Christopher Tominaga, de 23 anos, e Júlio César Bakri, de 22, foram alvejados por dois homens, que chegaram em uma motocicleta. Bakri não resistiu. Tominaga permanecia internado até a última quarta-feira (2). Os autores do crime foram identificados — no dia 27, um deles acabou capturado. A polícia acredita que os disparos tenham sido motivados por ciúme. Agora, os moradores do bairro sentem saudade dos dias de festa. Nesta e nas páginas seguintes, as vantagens e as dores de cabeça de quem tem uma universidade como vizinho.

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